afundava a colher no musse de maracujá — numa das rachaduras finíssimas que o creme inventa depois que gela — quando me lembrei do sonho da noite passada.
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teria de inserir um pen-drive no pé. havia um corte específico à espera na região mais delicada da sola. era uma fresta, uma janela basculante, enferrujada, de onde se conseguia enxergar o açude rubro em que me ensopo diariamente.
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(a poucos metros de profundidade o tétano tomava conta de um peixe. quanto mais próxima a morte lhe parecia, caveira cáustica, mais a sua boca se abria, se abria, para cantar.)
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fixei contra o peso do corpo aquela imensa verruga plástica. pendurada, assim, virava brinco em formato de tala (pense nas que são usadas para imobilizar braços).
a tarraxa era o meu osso.


Nossa! Seu texto é um brinco-pêndulo a hipnotizar todo o corpo.
ResponderExcluirBeijo.
Lara, brinco-pêndulo, teus comments sempre extensão/redimensão do poema, da prosa poética.
ResponderExcluirdesconsertantemente belo
ResponderExcluirabs Marceli
tem umas imagens fortes. parabéns. falta todo tipo de força hoje.
ResponderExcluirPizano, gracias pela visita, leitura atenta e comentário. Este foi sonho mesmo, acordei com o pé dolorido e com medo de pisar... :-P!
ResponderExcluirÁlvaro, sim, que a poesia seja tbm esta fonte de força. Bem-vindo ao blogue, beijo grande,
Mar
Como descreve bem o momento que lhe pertenceu! Parabéns pela originalidade do relato.
ResponderExcluirValeu, Felipe, muito obrigada pela visita. Bem-vindo, apareça :-). Beijo,
ResponderExcluirMar
Você faz poemas até sonhando...
ResponderExcluirBeijos,
Cld.
Claudio, será? :-P... Vou registrar alguns bizarros que tenho tido. Um beijo pra ti, gracias pela tão querida visita...
ResponderExcluirO onírico e o surreal sempre me fascinaram. adorei seus textos!
ResponderExcluirbeijo.
Celso, tbm me fascinam! Beijo!
ResponderExcluirQ DELícia é te ler.. Q delícia...
ResponderExcluirÔ, minha linda, eu é que quero arranjar um tempinho pra TE VISITAR! Obrigada... <3.
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