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A obra Marceli Andresa Becker de Marceli Andresa Becker foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em deterdeondeseir.blogspot.com.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Do meu caderno de experimentações - XXXVI

não perguntes por que toco o teu rosto

só com a ponta dos dedos.


deixa-me redesenhar as linhas da expressão

que perdeste


quando o sol descarrilou de ti.


não perguntes por que falo baixo, como se

um ninho


— esta boca em que ainda canta um sem fim

de enxadas e hélices —


respirasse no interior do candeeiro.


és tão próximo, tão nu,


que só sei te amar ao modo de quem limpa

um corpo


a ser velado.

27 comentários:

  1. Lentamente trabalhar e sentir a palavra insolúvel dentro do poema...
    Entrar nestes e aqueles versos, mexê-los com mãos grandes e ouvidos por todos os dedos, lentamente.

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  2. Gracias, Guilherme Collares, amigo e poeta, por estar presente.

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  3. São tantas sensações que não sei o que dizer. Seus poemas cumprem o papel, porque não queremos só lê-los e escrever sobre eles, queremos estar dentro, como se, ao conseguir tal feito, o sentimento, qualquer que seja, alcançasse o ápice. Há coisas que nem imagino fora do poema, ainda bem que dentro dele não há impedimentos.

    Ah, e vai para o meu mural, sinto muito, rs.

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  4. Lara, o poema reverbera em ouvidos sensíveis. O engraçado é que, quando postava - é um poema cujo corpo foi elaborado há alguns dias, mas os arremates só hoje -, me lembrei da tua poesia (da imensidão 'das tuas miniaturas', do horizonte que leva a tua infância e tudo o mais)... É um poema que tem, eu acho, essa delicadeza triste...

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  5. Poxa... eu faria das palavras de Lara as minhas. Não sei como, mas eu vejo a penumbra, o calor do ninho, do corpo, o frio do toque, a intensidade, a singularidade do amor, bem neste momento, bem neste poema. Gosto mto de passar por aqui.

    Bjo

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  6. Mima, gracias pela leitura e comentário... Que bom que tem sensibilidade para ver todas essas coisas, enriquece minha visão dos versos tbm. Beijo, bem-vinda!
    Mar

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  7. a linguagem assim tão profundamente caleidoscópica me faz senti-la com vibração alegre.

    "não perguntes por que falo baixo, como se
    um ninho
    — esta boca em que ainda canta um sem fim
    de enxadas e hélices —
    respirasse no interior do candeeiro"

    quantas belas imagens...

    abraços!

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  8. Me senti amado pela "Funérea Beatriz de mão gelada" aqui.
    Bjs
    Raul

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  9. Lindo demais, Marceli!
    Demais!
    Sorte minha ter lido a Lara no facebook.Assim, pude encontrá-la.
    Parabéns!
    Abraço.

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  10. Raul, bem lembrado!!! Por que apagou o comment no outro poema?
    Luciana, obrigada pela leitura atenta! Passei no teu blogue, tua poesia arrepia...
    Zélia, que bom, a Lara aproximando pessoas. Feliz que tenha te tocado o poema. Seja muitooo bem-vinda aqui.
    Beijos a todos,
    Mar

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  11. Amei...Vou ficar e ler-te sempre...Abraço.

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  12. Carla, que bom! Seja bem-vinda, um beijo pra ti!

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  13. Eu apaguei pq achei que já estivesse enchendo o saco falando de meus poemas haha.
    "o sol descarrilhou de ti" e depois "como se um ninho/(...) respirasse no interior de um candeeiro". Imagens lindas!
    bjs

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  14. Gracias, Raul e Dani... Não, Raul, não incomoda falando dos teus poemas!
    Beijinhos!
    Mar

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  15. tal como um instrumento musical - tocas e compõe lindamente

    beijos

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  16. Luiza, que bom que gosta, grata pela atenção!
    Mar ;)

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  17. O poema é lindo. As palavras foram trabalhadas com muito lirismo e embutem uma melancolia que transita do personagem que narra (o eu-lírico do poema) ao personagem a quem se destina de uma maneira delicada, mas ao mesmo tempo forte e impactante. Claro que o sentir um poema é muito individual, mas foi assim que senti.

    beijo, Mar.

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  18. Celso, sempre gosto de tuas leituras. Elas chegam ao essencial do poema; tbm vejo aí esta melancolia de que fala, mas ao mesmo tempo o impacto, a força... como se algo muito feroz irrompesse da fragilidade.
    Um beijo!
    Mar

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  19. É tão gostoso te ler Becker... A gente começa imaginando as imagens que sua poesia apresenta em palavras... Mas, como "no meio do caminho tinha uma pedra..." Vc vai adentrando nos sentidos labirínticos das suas palavras, e acaba por nos colocar nos nossos lugares de leitores ínfimos... Não dá pra te sondar não...*
    Isto tbm porque sua poesia jaz maniqueísma.. Gozo/tristeza Vida/Morte Mar Becker/Becker Mar... E vc nos engana com o Mar, que é Oceano...

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  20. Raque, tua generosidade não tem mesmo tamanho. Acho que é assim mesmo... O poema parece ser sempre um apontar, um insinuar. A imagem está ali, dada, FEROZMENTE concreta, mas conforme o cantar se segue amolece. Entramos na delicadeza cruel do poema, e o cantar, este estilete, ao mesmo tempo afia a voz e corta a garganta.
    Grande beijo pra ti, poeta e amiga!
    Mar

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  21. Mar, tua poesia tem o sabor do chimarrão que sorvo solito nestas frias manhãs de inverno no meu galpão interior "...vai entrando pelo sangue, curando as juntas doridas..."

    João 14

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  22. Gracias, que lindo :-).
    Beijo, aparece aí, gosto demais de tiii!!!
    Mar

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  23. O João é da Gaudéria FM, www.gauderiafm.com.br :-)

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